
30 de janeiro de 2012
Ela não é fácil

3 de outubro de 2011
No Entanto - Caso de Londres: política maquiada com história de conto de fadas
O que a morte do jovem Mark Duggan, morador da periferia de Londres, e o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da Áustria, tinham em comum? Ambas foram estopim de guerra, o motivo que faltava para um conflito anunciado de fato acontecer.
Mark Duggan recebeu muitas definições dos jornais britânicos: um pai de família, um criminoso, um cidadão querido em sua comunidade, um homem negro. As causas de sua morte durante uma blitz, entretanto, permanecem como um ponto de interrogação que a Scotland Yard, Polícia Metropolitana de Londres, deixou no mar das exclamações, fumaça e vandalismo que agitaram Londres durante a primeira semana de agosto.
"A base da pirâmide demográfica é dominada por jovens, entre os 16 e os 25 anos, e a maioria em situação de desemprego e sem qualificações, logo a propensão para haver problemas é muito grande", avalia José Vegar, investigador e professor universitário, em entrevista ao periódico português Jornal de Notícias. É obvio que o vandalismo que tomou conta das ruas de Tottenham, bairro onde Duggan morreu, não teve as mesmas proporções da Primeira Guerra, mas trouxe à tona questões que o governo britânico prefere não discutir, como os cortes dos planos de assistência à população e o alto índice de desemprego que assola o país desde a crise econômica de 2010.
As manchetes sobre a economia da Grã-Bretanha não são positivas e as informações da Dow Jones, publicadas no G1 em 18 de agosto, dão conta que "o poder de compra do consumidor do Reino Unido está sendo pressionado por uma combinação de inflação alta e salários estagnados, enquanto o fraco mercado de trabalho e os altos níveis de dívida pessoal prejudicam a confiança do consumidor." Num cenário econômico difícil, uma política maquiada com a história de contos de fada, na qual a plebéia e o príncipe vivem felizes para sempre, o assassinato de Mark Duggan foi a pequena faísca que faltava para acender a pólvora espalhada pelas ruas de Londres.
A proposta desta coluna é analisar publicações sobre um tema definido em sala de aula e levantar um debate sobre ele. Pois bem, li diversas matérias sobre os conflitos que ocorreram após o assassinato de Duggan numa operação policial. Tomei por base o post da Revista Época e outro da Revista Exame, publicados no dia nove de agosto, três dias após as primeiras manifestações. Se por um lado o Primeiro Ministro Britânico, David Cameron, classifica a onda de violência que começou numa manifestação inicialmente pacífica e se espalhou por pontos de Londres e de outras cidades como "delinquência pura e simples", além de "oportunista" , por outro lado, o contexto social de Duggan traz outras explicações para a revolta da população.
A matéria da Época frisa que o Primeiro Ministro reagiu com veemência contra as manifestações, triplicando o número de policiais nas ruas e com a prisão de 450 pessoas envolvidas nos conflitos. A violência deve ser contida, afinal, violência não traz avanços. No entanto, é imprescindível à Cameron avaliar também as raízes por trás destes problemas e combatê-los no âmbito social.
Texto publicado na 54ª Edição do Jornal No Entanto, do curso de Comunicação Social da UFES.
Daniely Borges
@daniielyborges
"Livrai-nos de todo mal. Amém"
28 de junho de 2011
A companhia mais legal da Cidade
9 de janeiro de 2011
Praticando a autopiedade
"Ando por aí querendo te encontrar. Em cada esquina paro em cada olhar. Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar. Que o nosso amor pra sempre viva"... A voz da Cássia Eller nunca soou tão melodiosa aos meus ouvidos. Eu canto junto com a ela para tentar aplacar essa dor fina, cortante, que não me deixa nenhuma hora do dia. É engraçado como em momentos de tristeza eu tenho a tendência de ouvir músicas românticas ou tristes, ou ainda pior, românticas tristes.
A autopiedade não é um sentimento bem visto por ninguém, mas que é uma das ferramentas mais usadas na hora da dor, ninguém pode negar, na falta de uma mão amiga há sempre a nossa própria mão para enxugar as lágrimas que caem. Além de nossas mãos, há também o bom e velho travesseiro. Como mamãe diz, "chora no travesseiro, que é lugar quente".
Arranjar um hobby, começar a fazer exercícios físicos, um novo trabalho, ir à praia, adotar um bichinho de estimação, viajar, dormir, comer... Enfim, há muitas formas de distrair sua atenção da autopiedade e dar um up na sua vida. Eu escrevo, minha terapia é escrever para um blog que não é lido nem por meus amigos.
Paro por aqui este texto, está muito fossa, até para os meus padrões.
Daniely Borges
@daniielyborges
"Livrai-nos de todo mal. Amém"
6 de janeiro de 2011
E agora, menina?
Era uma vez uma menina.
Essa menina tomou uma decisão errada.
A menina ficou triste porque errou.
Mas, a menina amava seu erro.
E agora, menina?
O que você vai fazer?
Será que vai suportar a dor da perda?
Será que vai aguentar o peso do erro?
Se fica feliz, erra.
Se acerta, fica triste.
E agora, menina?
Daniely Borges
@daniielyborges
"Livrai-nos de todo mal. Amém"
29 de dezembro de 2010
Abaixo-assinado contra o aumento nos salários dos parlamentares
| Meus Amigos / Minhas Amigas, Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010» http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4596 Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar. Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia! Obrigado, daniely pereira borges ------------------------------------------------------------------------------------- Uma nota sua no email que envia a seus amigos pode fazer a diferença para um abaixo-assinado de sucesso. Todos devemos ajudar a promover o abaixo-assinado, e agora é sua vez. O poder da Internet está em suas mãos! Cumprimentos, PeticaoPublica.com.br Daniely Borges (27)9880-0841 @daniielyborges |
26 de novembro de 2010
Valores e outras conversas de garotas
Cansei, estou farta de tudo isso.
Lógico! Dois anos aqui está me deixando louca, essas pessoas não entendem o meu valor.
Não to falando de nós. Estou falando do mundo inteiro. Você acredita que hoje perdi a carteira de estudante da faculdade e quando tentei entrar no campus o guarda me barrou? Ele me vê todo dia lá e me barrou! Por que fingiu que não me conhecia?
...
Nada não. Deixa pra lá.
Eu não entendo... Tem certas atitudes que não são esperadas das pessoas, mas mesmo assim tentamos compreender. Tô assim, irritada, porque não consigo entender o ser humano.
Hoje eu parei para reparar a Laura, do sexto período, conhece?
Pois é, a Laura é uma menina simpática, inteligente e querida pelos colegas da classe dela, mas no inicio do ano ela engravidou, ninguém sabe quem é o pai porque a Laura não tinha namorado até então, só "ficava" mesmo. E só porque ela engravidou as pessoas mudaram com ela, tratando-a "cheia de dedos" como se a gravidez fosse uma doença. Então eu pensei: e se fosse eu? As pessoas me dariam valor apesar do barrigão?
Pois é, a mudança é natural, até aí eu concordo. Mas o tratamento "cheio de dedos" me incomoda! Por que não chegam logo e falam na lata: Ei Laura, você está bem? E a gravidez? Tratá-la como parte do grupo apesar da mudança, entendeu?
Amanhã vou conversar com a Laura, ver se ela está bem, se tá precisando de alguma ajuda, sei lá. Eu não agüento ver as pessoas serem tratadas mais por padrões de comportamento do que por valores como o respeito. Há muito tempo a gravidez deixou de ser um tabu quando ocorre com mulheres solteiras.
Será? Minha mãe sempre teve um diálogo muito franco comigo sobre virgindade, sexo e DSTs, sempre conversávamos sobre tudo. Ela é ainda minha melhor amiga. Acho que minha relação com mamãe é tão boa que todas as famílias deveriam seguir esse padrão.
Qual é o cenário então?
É disso que estou falando... valores. Hoje em dia a primeira pergunta que as pessoas nos fazem é "qual o seu MSN/Orkut/Facebook?", estamos nos esquecendo de como é criar amizades pessoalmente. Eu não entendo por que a quantidade de "amigos" é tão valorizada no contador? Será que todos são mesmos amigos?
Boba! Mas infelizmente é verdade. Estou revoltada com o rumo que as relações humanas tem tomado. Na minha época de criança, a garotada toda se juntava na rua para brincar pique bandeira, queimada, o mestre mandou. Agora não aprendem a escrever e já estão com perfil em redes sociais! E o pior com sérias dificuldades de ser relacionar pessoalmente.
Pois é, desabafei.
Só se for agora.
14 de novembro de 2010
Garçom, cadê a minha pizza?
Não há nada mais estressante do esperar. Esperamos nove meses para nascer, um ano para andar direito, dois para falar, treze para beijar na boca e dezoito anos para dirigir, entre outras coisas mais. Esperamos o tempo todo. Mas existem certas coisas que não mudam, mesmo com a prática constante, ninguém gosta de esperar, com fome então nem se fala.
__________ Garçom eu quero uma pizza grande portuguesa, sem cebola, com borda de catupiry. Vai demorar muito?
___________ Não senhora. Gostaria de beber alguma coisa enquanto espera?
___________ Obrigada, mas vou esperar minha pizza chegar.
Uma hora, sessenta minutos, três mil e seiscentos segundos após esse diálogo a massa pedida ainda não havia chegado. Espera!
___________ Garçom, minha pizza está demorando muito a chegar. O que está acontecendo?
___________ Desculpe senhora, vou dar uma olhada na cozinha e ver o que está acontecendo. Só um momento.
Um momento para um garçom enrolado são três minutos, cento e oitenta segundos daí:
___________ Olha só: você saiu da cozinha e não veio me dar uma satisfação do por que da demora. Quero saber quem é o gerente!
___________ Desculpe novamente! O gerente é aquele rapaz de boné vermelho.
___________ Olá! Boa noite, gostaria de saber o motivo da demora da entrega do meu pedido.
___________ Pizza portuguesa grande?
___________ Sim.
___________ A pizza rasgou, estamos montando outra.
___________ Meu pedido vai estar pronto em cinco minutos (trezentos segundos)?
___________ Não.
___________ Pode cancelar o pedido. Vou comer em outro lugar. Obrigada pela demora e pela perda de tempo.
Um segundo após sai pisando alto da pizzaria rumo ao fast food mais próximo.
Moral da história: Mulher odeia esperar, pode até gostar de ser esperada, mas esperar, nunca. Mulher com TPM odeia duplamente esperar. Mulher com TPM e faminta... Bom, é melhor ter um chocolate à mão, acidentes/barracos podem acontecer...
Daniely Borges
@daniielyborges
"Livrai-nos de todo mal. Amém"
Algumas Perguntas.
Uma saudade.
Duas saudades.
Três saudades.
Sentimento tem plural?
Um abraço.
Dois abraços.
Três abraços.
Amor possui membros?
Uma lágrima.
Duas lágrimas.
Três lágrimas.
Plural forma rios?
Uma pergunta.
Duas perguntas.
Três perguntas.
Nenhuma resposta.
Daniely Borges
@daniielyborges
"Livrai-nos de todo mal. Amém"
23 de agosto de 2010
Filosofia de Insetos
Um hippie, perfumado de cachaça e cigarros, perdido pelo campus da Universidade, fez Viviane parar para refletir sobre sua filosofia paz e amor de viver. Ele lhe disse que todos somos luzes de estrelas no cosmos e que estamos em constantes transformações, somos "borboletas e estrelas do universo". A correria do cotidiano não permitia que Viviane pudesse deixar de ser uma "lagarta" humana para criar asas e voar pelo cosmos. Pois é, mas nem tempo para filosofar sobre borboletas e lagartas ela tinha, saiu correndo para encontrar uma sala lotada de alunos cansados e um professor contando os dias para sua aposentadoria. Almoçou e depois se acotovelou num ônibus lotado para ir trabalhar.
A tarde de Viviane foi complicada: muita gente ao mesmo tempo num espaço físico pequeno, muita coisa para fazer com pouco recurso, tudo muito com muito pouco e isto lhe causava uma dor de cabeça monumental... Nem o bendito homem que inventou a aspirina lhe valeu naquele dia. Cada pessoa atendida e cada trabalho realizado não proporcionaram à nossa amiga nenhuma satisfação de dever cumprido, mas o sentimento de tédio que ronda as práticas rotineiras. Seu único momento de paz foi à fugidinha para o café, que na verdade não era nem para tomar café, mas para respirar longe de papéis e telefones.
Chegou a casa, tirou os sapatos e deitou no tapete da sala se lembrando do papo do hippie, concluiu que ele estava errado, aliás, o hippie estava certo em se considerar uma borboleta cósmica, pois com sua cabecinha de vento não tinha grandes preocupações com trabalho, estudo, família e outros problemas, ele era um desapegado das coisas materiais. Mas ela, Viviane, era uma formiga! Uma formiga trabalhando nos dias úteis e assistindo Friends, acompanhada de um pote de sorvete, em suas folgas. Uma formiga-operária sem namorado, com uma mãe que temia pela sua solteirice, com amigas malucas e casos complicados.
Humanos são insetos no mundo, podem ser borboletas despreocupadas, formigas estressadas, abelhas bem-sucedidas, piolhos inoportunos, gafanhotos inteligentes, louvas-deus antipáticos, baratas tolas, besouros durões, e por aí vai uma gama infinita de insetos humanizados, ou humanos insetados?
______ Hippie maldito! Não precisava me sentir uma formiga!
Daniely Borges
@daniielyborges
"Livrai-nos de todo mal. Amém"
17 de agosto de 2010
Pelados Socialmente
A moda dita a maneira como o mundo deve ser "vestido" da humanidade. Vestimos ideologias, crenças, amores, ódios, imagens e identidades. Usamos diariamente uma capa de Lifestyle ao mesmo tempo classifica e insere na sociedade, se nos vestimos "coloridamente" somos o grupo teen, se nós usamos roupas sensuais, somos "piriguetes", e por aí vai... Nossas roupas nos inserem no mundo, e mostram nossa percepção de realidade.
A partir dessa percepção social, quando um individuo é visto "nu" de grupos, ele é automaticamente excluído. Excluído sim, mas não é isolado, pois todos têm a curiosidade de olhar o estranho Gauche, que em vez de um Anjo da Guarda loiro e de olhos bondosos, possui como guardião um anjo torto que vive nas sombras. Se mostrar sem roupas à sociedade é declarar anarquia ao mundo vigente, e a anarquia, como todos os movimentos políticos e filosóficos, é positiva e negativa.
O anarquista pelado é tratado como um experimento científico, visto que não há muitos anarquistas dando sopa no mundo capetalista em que vivemos, pois as crianças crescem considerando que o modelo ideológico vigente é o correto, pois é o "único" conhecido por elas. Ao estudarem sobre os sistemas políticos nossos pequeninos são, na grande maioria das vezes, induzidos a ver o Socialismo, por exemplo, como o bicho-papão da história.
O amigo desnudo também desperta a questão do SER HUMANO em toda a sua plenitude, pois com sua decisão de ser "uma metamorfose ambulante" ele traz à tona um dos princípios fundamentais pelo qual nos intitulamos "animais racionais": o poder de escolha. Por escolha, leia-se, pensar racionalmente, relacionar os prós e os contras de uma situação, e assim decidir. Há aquelas situações em que agimos por impulso, e se não foi pensada no calor do momento, essa ação deixa de ser escolha e torna-se instinto.
A decisão é natural ao SER humano, até mesmo para aqueles que se intitulam indecisos, pois estes decidiram não decidir rapidamente, mesmo que inconscientemente. O modus operandi que pelo qual realizamos escolhas é o que muda. A nudez do Gauche foi sua escolha, se foi boa ou não... isso depende da maneira como ele encara a vida. Eu decidi não me interessar por essa questão.
Decida. Seja humano em plenitude, verso e prosa. Com roupas ou como veio ao mundo. Depende de você: o sim ou o não.
Daniely Borges
@daniielyborges
"Livrai-nos de todo mal. Amém"
28 de junho de 2010
Como encontrar sua alma gemea
27 de junho de 2010
17 de junho de 2010
Quadrinhos ....
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1 de abril de 2010
E chegou o fim
Me perdoa! Por favor, eu sei que errei de novo, mas estou arrependida! Essa era a choramingo de Alice. Ele era muito compreensivo e paciente com Alice, sempre aturava as tempestades que ela fazia em um copo d’água, contornava tudo com amor e carinho. Entretanto nem Jó agüentaria tanto e para ele já tinha bastado, agora: CHEGA!
Apesar das lágrimas e súplicas de Alice, ele se mantinha irredutível, não voltaria atrás, o relacionamento estava desgastado e gasto demais; ele precisava de outros ares, de outra menina para seus olhos. A relação que antes era harmoniosa agora tornou-se um círculo vicioso e odioso para ele.
Alice não se conformou; alias, ela nunca aprendeu a reconhecer que o erro é inerente a todos, inclusive a ela, e que junto com o erro vem o maravilhoso dom de refazer, e talvez até acertar; e contou tudo para sua mãe que também chorou para ele não terminar tudo.
A relação acabou. Alice a e mãe dela que procurem outro professor de matemática, estava farto de tentar ensinar as mesmas coisas e ela nunca aprender nada.
24 de fevereiro de 2010
Sem imaginação

Concurso de Literatura. Isso me pareceu uma boa idéia, eu que no ano passado era metida a escrever contos medíocres, percebi uma brecha para mostrar meus textos. Decidi escrever. Escrevi, escrevi, escrevi e me cansei.
Cadê a inspiração?
De duas uma, ou eu não tenho ou ela é temperamental e só aparece quando bem entende. Ela teima em não aparecer e eu teimo em forçá-la a vir: Palavra por palavra, frase por frase, até que sai um textinho.
Eu reconheço está medíocre sim, chato talvez, mas é meu. Meu, não que isso signifique que eu me orgulhe dele como se fosse um filho que passou no vestibular, mas é meu filho e saiu com muito esforço da minha cabeça, então eu o defendo.
Leitor você não é obrigado a considerá-lo uma obra prima da Literatura, mas respeite-o como texto que ele é, concebido para ser lido e apreciado, ou não, por você.
Após três parágrafos enchendo linguiça (sem trema) decidi que vou escrever sobre a minha vida: "No dia em que eu sai de casa lálálá..." Já sei, você está cansado de ler bobagens de uma amadora sem inspiração, então aqui está O FIM.
Ponto final.
23 de fevereiro de 2010
Diário da menina
8h - Estou muito feliz! Vou apresentar meu namorado, W., o grande amor da minha vida, para minha mãezinha. Mamãe aceitou numa boa nosso namoro, apesar de ficar com aqueles papos caretas do tipo “você-é-muito-nova” ou “não-faça-nada-do-que-vá-se-arrepender”, mas deixa pra lá, ela é mãe, e toda mãe é assim.
12h30 – Estou me arrumando pra ir para a escola. =S Aff! Ainda falta tanto pra eu começar a trabalhar e ser independente. O pior da escola não é estudar, é ter que agüentar aquela chata da H. me “enchendo o saco”, ela não sabe perder. W agora é meu. E ponto final. W e J 4-ever.
15h30 – Aii! Eu realmente não gosto da H. aquela menina me dá nos nervos. Mas o W.é meu, não dela. Hoje à noite vai ser maravilhoso: eu, W., mamãe e muita música na Casa do Sertanejo, não posso esperar!
18h30 – Meu namorado é lindo! Acabei de falar com ele no celular, disse que está ansioso para ser “meu namorado oficial” s2. Será que um dia vamos nos casar? E ter um monte de filhinhos lindos igual a ele?
22h00- Daqui a pouco W. vem buscar eu e minha mãe para irmos na Casa do Sertanejo! Acho que estou sonhando: mês que vem é meu aniversário de 15 anos, tenho um namorado lindo, minha mãe é a melhor mãe do mundo e aceitou nosso namoro. Acho que vou explodir de felicidade.
Querido diário hoje é o dia 23 de fevereiro de 2010.
10h – Hoje é o pior dia da minha vida. H conseguiu destruir tudo. Ai =’( nem sei como explicar tudo o que aconteceu. Estava tudo tão perfeito, eu e W dançando, juntos, felizes, mamãe com gente, eu pensava que estava tendo a noite mais feliz da minha. Mas quando estávamos indo embora, H armou uma emboscada para me matar. Antes ela tivesse conseguido. Ela me matou ainda em vida. Tirou minha de mim. Mãezinha, meu coração tá doendo de tanta falta que eu sinto de você. Mãezinha me deu a vida e deu sua própria vida para me salvar. Se Deus é justo, H vai pagar pelo fez. Tirou a vida da minha mãe somente por ciúmes de W que não gostava mais do jeito doentio dela, e se apaixonou por mim. Mas por que minha mãe teve de pagar pelo descontrole de uma louca? To sem chão, perdi minha razão. Perdi minha mãe.
Texto inspirado na matéria: Mãe morre ao proteger filha de atentado - gazeta online
25 de maio de 2009
O tempo não volta atrás
Zuleica nunca se comovia com essas reportagens, que ainda aspergiam o sangue dos infelizes que atravessaram a tênue linha que separa a vida da morte; entretanto aquela manhã foi diferente, um nome era conhecido naquele mar de sangue impresso: Jonas Baldac.
Jonas Baldac, seu filho amado que há dois meses havia retornado do exterior, tinha acabado de se graduar. Enfim, era um Mestre em Geografia, o sonho que seu pai embalou desde o nascimento da criança adorada. Seu marido, já falecido, a encarregou de ajudar o filho nos estudos. Assassinato na Rua Sete. Essa era a manchete que Jornal Gazeta Diária trazia em letras garrafais naquela manhã de sexta-feira. Até aí, tudo normal, muitas pessoas nascem e morrem todos os dias sem que esses fatos alterem o maravilhoso mundo da rotina social.
Zuleica nunca se comovia com essas reportagens, que ainda aspergiam o sangue dos infelizes que atravessaram a tênue linha que separa a vida da morte; entretanto aquela manhã foi diferente, um nome era conhecido naquele mar de sangue impresso: Jonas Baldac.
Jonas Baldac, seu filho amado que há dois meses havia retornado do exterior, tinha acabado de se graduar. Enfim, era um Mestre em Geografia, o sonho que seu pai embalou desde o nascimento da criança adorada. Seu marido, já falecido, a encarregou de ajudar o filho nos estudos. Assassinato na Rua Sete. Essa era a manchete que Jornal Gazeta Diária trazia em letras garrafais naquela manhã de sexta-feira. Até aí, tudo normal, muitas pessoas nascem e morrem todos os dias sem que esses fatos alterem o maravilhoso mundo da rotina social.
Mas como? Por quê? Ainda se indagava e chorava um choro mudo, contido, choro de quem sabe que seus berros não irão mudar a realidade; quando o telefone tocou. Quem pode ser? Será que uma mãe, viúva, não pode chorar a morte de seu filho em paz?
Do outro lado da linha uma voz, também embargada pela dor, queria consolá-la. A voz era familiar, sua irmã Zeni, que morava na cidade vizinha, assim que leu o jornal ligou para a irmã. Mas palavras amigas não resolvem nada, não adiantou muita coisa.
Resignada e forte, Zuleica trocou a roupa, tirou o vestido florido e pôs um cinza, cor que combinava com seu coração naquele momento. Tomou todas as providências para um enterro digno de Jonas, o Jô que lhe chamava de mãezinha, minha mãezinha.
Passada uma semana, tomou a decisão mais séria de sua vida: Não quero que essa morte brutal se repita, preciso fazer algo.
E, ao contrário do que pensariam muitos, Zuleica não foi atrás do assassino de seu filho como uma leoa ferida... Ela se lembrou que antes de se casar e se transformar numa dona de casa feliz e acomodada, ela era uma professora apaixonada que queria ensinar a seus alunos o bê-á-bá da vida, do amor e foi isso que fez: tornou-se professora voluntária na favela onde morava o mentor de todas as suas dores, ali dava aulas de reforço escolar às crianças da comunidade. Voltou a acreditar que o ensino pode, sim, tirar crianças e jovens das mãos e olhos venenosos do crime.
Zuleica só arrepende-se de uma coisa: poderia ter feito antes. Quem sabe aquele jovem, desesperado por alimentar seu vício, que tirou a vida de seu Jô num assalto, não poderia ter sido seu aluno predileto? Talvez essa tragédia pudesse ser evitada. Infelizmente, o tempo não volta atrás...
9 de março de 2009
Vida Real
Beijou-lhe a boca e o corpo, as mãos pareciam mil, o toque primeiro foi suave, depois agressivo de tanto desejo. Cada movimento era sentido como se fossem pequenas agulhas de prazer que faziam o corpo contrair e arrepiar. Quando o momento alto do amor chegou... seus olhos se encontraram, os corpos unidos sentiam o mesmo turbilhão, uma sensação tão boa e forte que até mesmo doía.
Permaneceram jogados na cama por uns instantes... Ela levantou-se e foi ao banheiro tomar um banho, se recompor. Ele ficou olhando para o teto e com um pensamento fixo, a certeza concreta: " É ela! É ela a mulher da minha vida!" A porta abriu-se...
Voltou vestida e perfumada. Ele não perdeu tempo, declarou-se e a pediu em casamento, disse-lhe que ela seria tratada como rainha, que era a mulher que ele queria.
Em qualquer filme "água com açúcar" ou novela a moça responde sim ao pedido de enlace matrimonial e o final feliz fica desse jeito: casamento, filhos e suposta felicidade eterna. Poŕem a vida real é nua e crua e a reposta...
____ Júnior você é uma gracinha, um amigo maravilhoso, bom de cama mas eu sou uma profissional, não posso e não quero ser uma dona-de-casa e mãe de família. Desculpe, mas tenho que ir. O preço é mesmo de sempre.









